sexta-feira, 17 de junho de 2011

Sê forte!!

 
"Quando alguém lhe magoar ou ofender, não retruque. Não responda na mesma forma. Apenas sinta compaixão daquele que precisa humilhar, ofender ou magoar para sentir-se forte.”

Chico Xavier
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

...Feliz dia para quem é

 


...Feliz dia para quem é
O igual do dia,
E no exterior azul que vê
Simples confia!
Azul do céu faz pena a quem
Não pode ser
Na alma um azul do céu também
Com que viver
Ah, e se o verde com que estão
Os montes quedos
Pudesse haver no coração
E em seus segredos!
Mas vejo quem devia estar
Igual do dia
Insciente e sem querer passar.
Ah, a ironia
De só sentir a terra e o céu
Tão belo ser
Quem de si sente que perdeu
A alma p’ra os ter!

Fernando Pessoa

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

terça-feira, 5 de outubro de 2010

por um raio de luar!

Trepem, trepem trepadeiras!
Trepem, trepem pelo ar!
Que de plantas rasteiras,
está a terra a abarrotar.

Trepem, trepem trepadeiras!
Trepem, trepem sem parar!
E se o muro se acabar,
trepem, trepem trepadeiras,
por um raio de luar.

Jorge Sousa Braga

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

As palavras



São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.

Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.

Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.

Quem as escuta?
Quem as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

Desamparadas, inocentes, leves.
Tecidas são de luz e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Eugénio de Andrade

sábado, 2 de outubro de 2010

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Poesia sobre águas passadas

Tela de Jeremy Barlow

Poesia
em desencanto: a casa no canto
da paisagem
introduz o elemento
humano no horizonte.
Permanecer ao extremo tempo
ensaiando passos
dançados sobre a terra
o desengano da efemeridade
e a recorrência do bailado
sobre águas passadas.

Pedro Du Bois

domingo, 19 de setembro de 2010

sábado, 18 de setembro de 2010

Do meu jardim ofereço-te....

 
 
 
 
De meu jardim ofereço-te
pétalas,
aromas,
cores,
segredos ocultos,
pedaços de vida...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

tenho sentidos....

 


Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...

Alberto Caeiro

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

as belas folhas dos plátanos...



São belas as folhas dos plátanos espalhadas no chão.
Eram verdes e lisas no apogeu
da sua juventude em clorofila,
mas agora, no outono de si mesmas,
o velho citoplasma, queimado e exausto pela luz do Sol,
deixou-se trespassar por afiados ácidos.


 
António Gedeão



terça-feira, 14 de setembro de 2010

se a janela se abrisse...

Tela de Raffendre


Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.

Alberto Caeiro

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

domingo, 12 de setembro de 2010

Saudades de saudades...


A luz desmaia num fulgor d’aurora,
Diz-nos adeus religiosamente…
E eu que não creio em nada, sou mais crente
Do que em menina, um dia, o fui… outrora…
E a esta hora tudo em mim revive:
Saudades de saudades que não tenho…
Sonhos que são os sonhos dos que eu tive…


Fernando Pessoa

sábado, 11 de setembro de 2010

a vida que é vivida....



Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Fernando Pessoa

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

...a esta hora tudo em mim revive...



A luz desmaia num fulgor d’aurora,
Diz-nos adeus religiosamente…
E eu que não creio em nada, sou mais crente
Do que em menina, um dia, o fui… outrora…

E a esta hora tudo em mim revive:
Saudades de saudades que não tenho…
Sonhos que são os sonhos dos que eu tive…

Florbela Espanca