
terça-feira, 22 de maio de 2012
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Sê forte!!

"Quando alguém lhe magoar ou ofender, não retruque. Não responda na mesma forma. Apenas sinta compaixão daquele que precisa humilhar, ofender ou magoar para sentir-se forte.”
Chico Xavier
Chico Xavier
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
...Feliz dia para quem é
...Feliz dia para quem é
O igual do dia,E no exterior azul que vêSimples confia!Azul do céu faz pena a quemNão pode serNa alma um azul do céu tambémCom que viverAh, e se o verde com que estãoOs montes quedosPudesse haver no coraçãoE em seus segredos!Mas vejo quem devia estarIgual do diaInsciente e sem querer passar.Ah, a ironiaDe só sentir a terra e o céuTão belo serQuem de si sente que perdeuA alma p’ra os ter!Fernando Pessoa
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sexta-feira, 8 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
por um raio de luar!
Trepem, trepem trepadeiras!
Trepem, trepem pelo ar!
Que de plantas rasteiras,
está a terra a abarrotar.
Trepem, trepem trepadeiras!
Trepem, trepem sem parar!
E se o muro se acabar,
trepem, trepem trepadeiras,
por um raio de luar.
Jorge Sousa Braga
Trepem, trepem pelo ar!
Que de plantas rasteiras,
está a terra a abarrotar.
Trepem, trepem trepadeiras!
Trepem, trepem sem parar!
E se o muro se acabar,
trepem, trepem trepadeiras,
por um raio de luar.
Jorge Sousa Braga
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010
As palavras
São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Quem as escuta?
Quem as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
Desamparadas, inocentes, leves.
Tecidas são de luz e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Eugénio de Andrade
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sábado, 2 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Poesia sobre águas passadas
Tela de Jeremy Barlow
Poesia
em desencanto: a casa no canto
da paisagem
introduz o elemento
humano no horizonte.
em desencanto: a casa no canto
da paisagem
introduz o elemento
humano no horizonte.
Permanecer ao extremo tempo
ensaiando passos
dançados sobre a terra
ensaiando passos
dançados sobre a terra
o desengano da efemeridade
e a recorrência do bailado
sobre águas passadas.
e a recorrência do bailado
sobre águas passadas.
Pedro Du Bois
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domingo, 19 de setembro de 2010
sábado, 18 de setembro de 2010
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
tenho sentidos....
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...
Alberto Caeiro
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...
Alberto Caeiro
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
se a janela se abrisse...
Tela de Raffendre
Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.
Alberto Caeiro
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.
Alberto Caeiro
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
Saudades de saudades...

A luz desmaia num fulgor d’aurora,
Diz-nos adeus religiosamente…
E eu que não creio em nada, sou mais crente
Do que em menina, um dia, o fui… outrora…
…
E a esta hora tudo em mim revive:Diz-nos adeus religiosamente…
E eu que não creio em nada, sou mais crente
Do que em menina, um dia, o fui… outrora…
…
Saudades de saudades que não tenho…
Sonhos que são os sonhos dos que eu tive…
Fernando Pessoa
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sábado, 11 de setembro de 2010
a vida que é vivida....

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Fernando Pessoa
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Fernando Pessoa
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